O que é um método para operar na bolsa de valores e quais seus componentes?

Por Jose Gaspar em 6 de março de 2017 às

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Este é o terceiro artigo da série INDICADOR, SETUP e MÉTODO. Neste veremos o que é o MÉTODO.

Recapitulando. Nos artigos anteriores vimos que INDICADOR é um cálculo matemático feito com os preços de um ativo, e é usado para visualizar de forma clara e simples o que está acontecendo com a movimentação dos preços. Vimos também que SETUP é o conjunto de regras (geralmente baseadas em um ou mais indicadores) que vai dizer quando você deve entrar, quando deve sair e quando não deve fazer nada em relação a uma operação.

Pois bem, chegamos ao MÉTODO que é a terceira etapa na construção de uma estratégia de operações no mercado financeiro.

Um método é composto por 3 pilares fundamentais:

  1. O SETUP
  2. O CONTROLE DE RISCO
  3. A estratégia de ESCOLHA DOS ATIVOS

Com relação ao primeiro pilar, o SETUP, que abordamos no artigo anterior, existem literalmente dezenas de setups rentáveis para se escolher. Além de optar por um setup que seja lucrativo, e, de preferência, que foi testado estatisticamente, sua escolha deverá estar baseada em seu perfil pessoal como trader (quanto você aceita correr de risco, quanto tempo dispõe para operar no mercado, etc.).

O segundo pilar que compõe o método é o CONTROLE DE RISCO, ou seja, como você vai administrar o seu dinheiro ao entrar e sair das operações. Basicamente o controle de risco envolve tomar 3 decisões:

  1. QUANTO do seu capital total destinar às operações em renda variável?
  2. O que fazer quando a operação der CERTO e você estiver ganhando dinheiro? Quanto tempo esperar para sair? Pular fora logo e colocar o dinheiro no bolso? Deixar correr já que está dando lucro? Depois de sair, reinvestir o lucro ou ele seria o seu “salário” como trader?
  3. O que fazer quando a operação der ERRADO e você começar a perder dinheiro. Sair e assumir o prejuízo? Esperar para ver se reverte? Fazer preço médio?

Todas essas perguntas podem ser respondidas de muitas maneiras. Existem várias estratégias para controlar o capital. Algumas são matematicamente eficazes, outras nem tanto. Como no caso dos setups, além de escolher um controle de risco que tenha expectativa matemática positiva, você precisa optar por um que possua características que se adequam ao seu perfil.

O terceiro pilar que compõe o método é a estratégia de ESCOLHA DE ATIVOS. Ou seja, como você vai selecionar entre as quase 400 ações da bolsa de valores para operar? Quais serão operadas e por que? Vai operar derivativos? Opções? Vai concentrar-se somente em ações ou em futuros também? Quais ativos funcionam melhor dentro do seu setup?

Cada um desses três pilares que compõe o método está encadeado aos demais. Vamos apresentar as principais possibilidades que você tem para controlar o risco e para escolher os ativos.

Resumindo:

INDICADOR: Cálculo matemático realizado com o preço e/ou volume de determinado ativo.

SETUP: Conjunto de regras que dizem quando entrar e quando sair de determinada operação.

MÉTODO: Maneira particular de operar o mercado que envolve 3 pilares (SETUP, CONTROLE DE RISCO e ESCOLHA DE ATIVOS)

Como encontrar ou desenvolver um bom método completo então?

Possivelmente existem tantos métodos quanto operadores no mercado. É como na gastronomia, com base nos mesmo ingredientes você pode criar os mais diferentes e saborosos pratos. Evidentemente pimenta não combina com sorvete. Assim também em relação aos elementos para se desenvolver um bom método. Cada um precisa ser montado de forma a extrair o melhor de seus elementos.

Nos artigos e nos vídeos da L&S Educação vamos relacionar os melhores ingredientes para que você possa dispor de um método rentável e adequado ao seu perfil.

Fiquem ligados no Facebook da L&S e na série de vídeos Como Ganhar Dinheiro na Bolsa de Valores.

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